"Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
– Garrafa, prato, facão –
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário,
Um operário em construção.
Olhou em torno: gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem o fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão."
Nessa estrofe o operário começa a perceber ao seu redor, o seu verdadeiro valor. Passa a entender que mesmo sendo um humilde operário, ele era um ser humano que tinha a sua própria vida, que construía a sua própria vida. Retrata perfeitamente a valorização que depois de um tempo o operário passou a ter consigo mesmo.
Bianca Fenner
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Operário em Construção
Digitado por Turma 301 às 16:54
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