segunda-feira, 13 de julho de 2009

"Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo vário.
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
– Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem bem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher.
Portanto, tudo o que vês
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não...."





O patrão vendo que a violência não conseguiria convencer o operário, mostrou toda a região para ele e tentou convencê-lo que se ele trabalhasse mais, daria-lhe tudo o que ele quisesse, o patrão ilude o operário como forma de obter mais lucro.


Juliane Ferreira


Operário em Construção

Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.


Neste fragmento, o poeta Vinícius de Moraes apresenta-nos um contraste entre o operário da construção e seu chefe, expondo principalmente suas diferenças financeiras que são representadas pelas suas roupas, com o que se alimentam. Apresenta, portanto, uma crítica forte às diferenças sociais presentes na sociedade.

Gustavo Arrua Fantinel.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O Operário em construção - Vinicius de Moraes

De fato, como podia
Um operário em construção
Compreender por que um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia...
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse, eventualmente
Um operário em construção.

O operário, não compreendia porque do tijolo valer mais do que o pão; o pão de que ele necessitava todos os dias, para comer! E assim, ele foi trabalhando com essa dúvida, sendo explorado e construindo, inclusive prisões que caso ele não estivesse trabalhando como operário, provavelmente teria que roubar para comer, e acabaria nela!

Laura Gross

Operário em Contrução - Vinicius de Moras

Disse, e fitou o operário
Que olhava e que refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria.
O operário via as casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
E o operário disse: Não!

Mostra que o Operário tinha uma visão diferente do Patrão em relação as coisas, enquanto o Patrão via apenas o lucro o Operário via a melhoria da vida das pessoas em relação as coisas que fazia.

Otavio H. M. Alves

Operário em Construção

"Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
– Garrafa, prato, facão –
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário,
Um operário em construção.
Olhou em torno: gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem o fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão."

Nessa estrofe o operário começa a perceber ao seu redor, o seu verdadeiro valor. Passa a entender que mesmo sendo um humilde operário, ele era um ser humano que tinha a sua própria vida, que construía a sua própria vida. Retrata perfeitamente a valorização que depois de um tempo o operário passou a ter consigo mesmo.

Bianca Fenner

domingo, 5 de julho de 2009

2ª estrofe de Operário em Construção

"Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as casas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia, por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão."
-Vinícius de Moraes-

Era o operário que erguia casas, mas não "erguia" seu conhecimento, apesar de saber tudo sobre sua profissão, para o operário construir casas era como para uma criança comer doces. Pode adorar levantar casas, mas nem ao menos percebe que está preso somente a isso. Resumindo, o operário é apenas um operário, aquele que só pensa no trabalho e esquece de viver, e trazendo isso para o nosso cotidiano, ao passar dos anos nós mesmos nos tornamos operários e somente, esquecendo de viver "a vida lá fora".

Samantha Spall

sábado, 4 de julho de 2009

Operário em construção

Ah, homens de pensamento
Não sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento!
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua própria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.
Nesta estrofe da poesia: Operário em construção, de Vinícius de Morais, o humilde e simples operário se dá por conta que ele era muito mais importante do que imaginava, isto é, ele percebeu seu valor no mundo, que através da sua mão rude e grosseira acabava construindo/fazendo não somente casas ou apartamentos como também sonhos, alegrias, novas vidas que se formariam naquele lugar construído por ele, e teve por um segundo a impressão de que não havia no mundo, coisa mais bela que a sua mão.
Êmily A. Portella

Operário em Construção

"Em vão sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras se seguiram
Muitas outras seguirão.
Porém, por imprescindível
Ao edifício em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia."

O trecho da obra de Vinícius de Moraes citado acima, mostra o sofrimento do operário que trabalha em uma construção, onde sofreu injustamente sua primeira agressão, de muitas que ainda estavam por vir. O sofrimento do operário não parava, e era o trabalho que mais trazia esse sofrimento, entre agressões e exaustões, mas mesmo assim ele não podia parar de trabalhar, embora isso lhe causasse todo esse sofrimento. Dos anos que se passaram desde a época em que foi escrita a poesia até agora, não mudou muita coisa quanto a isso, pois até hoje os operários trabalham bastante e lutam pela justiça e pelo sustento de suas vidas.

Pedro Augusto Lamana Barboza

terça-feira, 30 de junho de 2009

Operário em Construção

Dia seguinte, o operário
Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu, por destinado
Sua primeira agressão.
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!

A poesia "Operário em Construção" de Vinicius de Moraes faz uma descrição muito realista dos fatos ocorridos no dia-a-dia de um operário, e esse trecho mostra a repressão que os patrões fazem sobre aqueles trabalhadores que "perceberam" as injustiças cometidas contra eles e passaram a lutar pelos seus direitos, mostra também que apesar de todas as dificuldades os operários não desistem e continuam fortes na luta por justiça.


Obs: achei esse video da poesia no YouTube e achei bem legal =)

http://www.youtube.com/watch?v=PBFL9yFpLXE&eurl=http%3A%2F%2Fpaposepoesia.blogspot.com%2F2009%2F06%2Foperario-em-construcao.html&feature=player_embedded

Leticia Flôres

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Primeira refinaria brasileira de petróleo

Em 26 de novembro de 1934 - Começa a funcionar no Rio Grande do Sul a primeira refinaria brasileira de petróleo, a Destilaria Rio-Grandense de Petróleo que estava localizada em Uruguaiana e parte no Rio Grande do Sul .A refinaria foi elaborada por um grupo de empresários brasileiros, uruguaios e argentinos.
Utilizando método simples de refino, a Refinaria Riograndense de Petróleo operava com petróleo importado do Equador.


Não achei foto =(

Leticia Flôres

O levante Comunista de 1935


Surgiu, em 1935, um movimento chamado de Aliança Nacional Libertadora (ANL), liderado por Luís Carlos Prestes, que ia contra o governo de Getúlio. Este, por sua vez, mandou fechar a ANL.
Ricardo Gomes

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhlpI-mR7ydSg4qp3J_Z8XyAejpMK6cEaykydza99W0-fc0MEHpo7Dqu0IIXqJS_fmaJzIikVqyFuzRrUiSxi22QIsiSsUp8T1Pxb5tRixnGrDKpxJbjT27HzAjm6K4Sf7HqSdRyqUoIlWN/s400/voto+feminino+copy.jpg
O Brasil declara o direito de voto às mulheres

A conquista pelo voto feminino começou a tomar corpo, no Brasil, em 1927, quando o Deputado Federal, Juvenal Lamartine de Faria, em sua plataforma à candidatura do governo do Rio Grande do Norte prometeu amplos poderes às mulheres e garantiu que Celina Guimarães fosse alistada como a primeira mulher eleitora. No ano seguinte, a primeira candidata foi eleita, ainda na cidade de Mossoró-RN, sendo prefeita do Município de Lajes.
Para que a conquista fosse legitimada, a partir do Estado Novo, e, simplesmente com a falta de oposição ao sufrágio feminino, o Governo Vargas, em 1931, criou um novo código eleitoral, provisório, em que algumas mulheres teriam o direito ao voto: as solteiras ou viúvas que comprovassem renda própria ou as casadas, que poderiam exercer esse direito somente com a permissão dos seus maridos.
Pressionado pelas feministas quanto às restrições, o governo de Getúlio Vargas ampliou o direito ao voto a todas as mulheres: em 24 de fevereiro de 1932 foi promulgado o Código Eleitoral que igualava a mulher aos homens quanto ao voto: o eleitor era descrito no código como "o cidadão maior de 21 anos, sem distinção de sexo...". Logo a seguir, em 1935, foi eleita a primeira deputada estadual pelo voto popular: Maria do Céu Fernandes, do Rio Grande do Norte.

"Agora querem se independente, querem trabalha fora, ateh filho sem pai ja tem por ae, culpa de quem? do Vargas, foi dechá vota..."

Ítalo Bevilaqua

Dia D !


No vocabulário militar, o Dia D é um termo usado frequentemente para denotar o dia em que um ataque ou uma operação do combate devem ser iniciados.
O Dia D na 2°Guerra Mundial foi quando as tropas aliadas da Mancha rumaram em direção à Normandia, em 6 de junho de 1944. Navios caça-minas limparam as águas enquanto belonaves e aviões bombardeiros castigavam posições inimigas e portos flutuantes. Ás 6 horas e 30 minutos, tropas desembarcaram nas praias. Os soldados venceram os últimos metros de água gelada em tanques anfíbios ou a pé, pularam obstáculos de aço e arame farpado e recapturaram os primeiros padaços de solo francês. No fim do dia, 155 mil homens tinham desembarcado. Era o começo da derrota nazista.
Juliane C. Ferreira ^-^

Copa do Mundo de 1938.

Não é parra fazer isso!! xD

Foi um mundial tenso, marcado pela gravíssima situação internacional, que levaria a Europa e o mundo à Segunda Guerra Mundial, pouco mais de um ano depois do certame. A Áustria que fora anexada pela Alemanha de Hitler não participou do mundial, pois foi obrigada à ceder seus jogadores à seleção alemã. As grandes forças do mundial eram a Itália, campeã mundial, a Hungria, a Tchecoslováquia e o Brasil.

Foi a primeira copa em que o Brasil realmente se organizou, evitando as eternas e infrutíferas brigas entre cariocas e paulistas. O Brasil tinha um grande jogador, o 1º grande gênio da seleção em copas, Lêonidas da Silva. Na estréia um épico, Brasil 6 x 5 Polônia. Um jogo cheio de alternativas decidido só na prorrogação. Uma guerra, com vários jogadores contundidos em ambas as equipes. Durantes as Oitavas aconteceu a primeira grande zebra em copas, empate de 3 x 3 entre Cuba e Romênia. No jogo desempate deu Cuba por 2 x 1. A Suíça empata com a Alemanha em 1 x 1 e vence o jogo desempate por 4 x 2, despachando a seleção teuto-austríaca da copa. Os italianos venceram a Noruega por 2 x 1 e os húngaros golearam as Índias Holandesas (hoje Indonésia) por 6 x 0.
Nas quartas o Brasil jogou duas vezes contra a Tchecoslováquia, 1 x 1 e 2 x 1 (jogo desempate). A Itália eliminou a França , dona da casa, por 3 x 1. Os húngaros avançaram com seu futebol técnico eliminando a surpreendente Suíça por 2 x 0. O destaque coube à Suécia que não jogou as Oitavas (seu adversário seria a Áustria) que espantou a zebra cubana por 8 x 0. Na semifinal o Brasil, sem Leônidas (poupado), perdeu para a Itália, campeã mundial, por 2 x 1. Os húngaros confirmam sua força e goleam a Suécia por 5 x 1. A seleção brasileira ganhou da Suécia a decisão do 3º lugar por 4 x 2, na primeira grande participação canarinho em copas.

Na final, a Itália de Vittorio Pozzo, o técnico, e do grande Giuseppe Meazza, contra a forte Hungria. Itália 4 x 2 Hungria, e a Azzurra era o primeiro time a ser bicampeão mundial de futebol. Leônidas, o diamante negro, foi o artilheiro do mundial 38. Pozzo, até hoje, é o único técnico campeão mundial em duas oportunidades como treinador.


Otavio H. M. Alves

Projeto Manhattan

O Projeto Manhattan foi um grande projeto norte-americano, onde cientistas do mundo inteiro se uniram com o objetivo de criar a bomba atômica antes que os alemães a fizessem, vencendo assim a 2ªGM. No projeto, foram criadas 3 bombas atômicas.
A 1ª bomba atômica, conhecida como Trinity, foi experimentada no deserto do Novo México, nos Estados Unidos em 16 de Junho de 1945.
Essa bomba era composta de duas pequenas bolas de plutônio recobertas por níquel e em cujo centro havia um núcleo de berílio e urânio. A primeira bomba atômica teve uma potência de 18,6 quilotons, e sua explosão foi vista por 3 estados americanos.
As outras duas foram explodidas no japão em 6 e 9 de agosto, respectivamente.

André Parcianello

Ataque japonês à base norte-americana de Pearl Harbor ( Dez - 1941 )


Em 1941, o Japão estava querendo aumentar seus territórios, comércio e áreas de influência, queria 'dominar' o oceano pacífico, via os Estados Unidos como uma 'barreira' para o seu desenvolvimento, então atacou sem aviso prévio a base militar norte americana Pearl Harbor, destruindo aviões, navios e matando milhares de militares, em consequencia disso, os norte-americanos detonaram mais tarde 2 bombas atômicas que arrasaram o Japão.

Samuel Etges Gepiak

Organização das Nações Unidas

A Organização das Nações Unidas (ONU) foi fundada oficialmente a 24 de Outubro de 1945 em São Francisco, Califórnia, por 51 países, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial. A primeira Assembléia Geral celebrou-se a 10 de Janeiro de 1946 (em Westminster Central Hall, localizada em Londres). A sua sede atual é na cidade de Nova Iorque.


Mariane Takahama.

Nasce "o rei do futebol"





Nasce em 23 de outubro de 1940 , Edison Arantes do Nascimento, mais conhecido como Pelé, é, 30 anos após sua retirada , o mais famoso futebolista brasileiro e mundial. É considerado por muitos o maior jogador da história do futebol. Recebeu em 1981 o título de Atleta do século de todos os esportes eleito pelo jornal frânces L' Equipe.


Rafael Aita

Bombas em Hiroshima e Nagasaki

Em 6 e 9 de agosto de 1945 são lançadas pelos EUA as bombas "Little Boy" e "Fat Man" respectivamente em Hiroshima e Nagasaki, dando fim à 2ª Guerra Mundial e aterrorizando o mundo devido às suas consequências desastrosas no Japão, matando mais de 150.000 pesoas e ferindo outras 75.000.

Gustavo Arrua Fantinel

Carta das Nações Unidas

" We the Peoples of the United Nations... United for a Better World".


A Carta das Nações Unidas é o acordo que forma e estabelece a organização internacional alcunhada Nações Uinidas, documento que, logo após a Segunda Guerra Mundial, criou a ONU como entidade máxima da discussão do direito internacional e fórum de relações e entendimentos supra - nacionais. Foi asssinada em 26 de junho de 1945 pelos cinquenta em um Estados Membros originais.

Matheus Dellaméa Baldissera

sábado, 30 de maio de 2009

Inauguração da estatua do Cristo Redentor


O Cristo Redentor é um monumento de Jesus Cristo localizado na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. Está localizado no topo do morro do Corcovado, a 709 metros acima do nível do mar. Foi inaugurado às 19:15 do dia 12 de outubro de 1931, depois de cerca de cinco anos de obras. Um símbolo do cristianismo, o monumento se tornou um dos ícones mais reconhecidos internacionalmente do Rio e do Brasil. No dia 7 de julho de 2007, foi eleita uma das novas sete maravilhas do mundo.





Caroline Pivetta Maia

Guerra Civil Espanhola (1936-1939)


As forças nacionalistas e fascistas que eram aliadas do Exército, da Igreja e do Latifúndio entram em conflito com a Frente Popular que formava o Governo Republicano, representando os sindicatos, os partidos de esquerda e os partidários da democracia.
De um lado, as forças da Direita espanhola queriam livrar o país da livre influência comunista e da franco-maçonaria e restabelecer os valores da Espanha tradicional, autoritária e católica. Do outro lado, as esquerdas queriam dar um basta ao avanço do fascismo, mas para isso deveriam aliar-se aos partidos democráticos e formarem uma Frente Popular. Desta forma, Socialistas, Comunistas, Anarquistas e Democratas liberais deveriam unir-se para chegar e inverter a tendência mundial favorável aos regimes direitistas. Na guerra, envolveram-se a Alemanha nazista e a Itália fascista.
Êmily Portella

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Era Vargas



A Era Vargas deu-se entre 1930 e 1945, Getúlio Dornelles Vargas foi o 14º presidente brasileiro, alvo de muitas polêmicas, porém como a imprensa era muito reprimida essas polêmicas não chegavam aos ouvidos da maioria. Apesar de seu modo inspirado em Adolf Hitler, Vargas foi 'eleito' duas vezes seguidas, governando o país durante 15 anos, claro que como qualquer governante teve sua fase ruim, mas é muito reconhecido por industrializar e trazer novas tecnologias da época para o nosso país.

Samantha Spall

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Fundação da UNESCO


A UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) foi fundada em 16 de Novembro de 1945. Segundo a sua Constituição, tem por objetivo "contribuir para a paz e a segurança, promovendo a colaboração entre nações através da educação, da ciência e da cultura, a fim de estimular o respeito universal pela justiça, pela obediência à lei e pelos direitos humanos e liberdades fundamentais assegurados aos povos do mundo, sem distinção de raça, sexo, língua ou religião". A paz, o desenvolvimento e os princípios democráticos formam, portanto, um triângulo interativo em cujo centro se encontra delineado um futuro melhor.

Para reduzir o analfabetismo, a UNESCO financia a formação de professores, uma de suas atividades mais antigas, e cria escolas em regiões de refugiados.


Pedro Augusto Lamana Barboza

1935

Em janeiro do ano de 1935, nasce em East Tupelo, Estado do Mississipi, Estados Unidos, aquele que viria a ser o REI DO ROCK'N'ROLL, Elvis Aron Presley, filho de Vernon Elvis Presley e Gladys Love Smith Presley.
Famoso cantor, músico e ator, Elvis ficou conhecido mundialmente por seus hits e atuações.
O Rei do Rock, também conhecido pela alcunha de Elvis The Pelvis, apelido devido à sua maneira extravagante e ousada de dançar, tornou-se um dos maiores ícones da cultura popular mundial.
Pelo que constam as notícias, Elvis faleceu no dia 16 de agosto de 1977, causa: colapso fulminante associado à disfunção cardíaca.
Muitos fãs duvidam e sempre que interrogados gritam o famoso bordão: ''ELVIS NÃO MORREU!''



por Andressa M. da Silva

2° GUERRA MUNDIAL


A seunda guerra mundial teve início dia 1° de setembro de 1939 e terminou em 1945, com a URSS e os EUA como as 2 maiores potencias mundiais.






Ana Luisa M. Machado

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Relação entre Sebastian e Macunaima


Ryan Phillippe é um dos personagens principais do filme segundas intenções(Cruel Intentions).
Sebastian como é chamado no filme pode ser comparado com Macúnaima, pois faz o papel de um homem mulherengo,sem caráter,sarcástico,e que consegue o que quer atráves de suas "malandragens".
Mas no final do filme ele demonstra que apesar de todos os seus defeitos, têm um bom coração e garra suficiente para lutar por quem ama.

Letícia Flôres =)

Relação entre Dr.Gregory House e Macunaíma


O 'herói' Dr.Gregory House se destaca pelo seu jeito ironico, sarcastico e mau humorado. House não segue nenhuma regra do hospital como por exemplo usar bata, chegando os pacientes confundi-lo como um paciente.

Lida com sua constante dor física na perna direita, e acaba se tornando um viciado em analgésicos para aliviar a dor. Embora seu comportamento possa ser taxado como anti-social, House é um médico cuja maneira nada convencional de pensar e instintos certeiros permitem que ele seja respeitado por todos.

É um irreverente e controverso médico que não confia em ninguém e mesmo odiando fazer consultas medicas, consegue chegar a um diagnóstico final e salvar a vida dos seus pacientes.



Caroline Pivetta Maia



Marcelo D2 nunca foi um exemplo a ser seguido, por ter opiniões fortes e bastante avançadas em relação aos padrões politicamente corretos que a sociedade insiste em manter, ele teve que batalhar em dobro para mostrar seu valor!
Hoje, é um símbolo de malandragem, o típico mulherengo, com erros e acertos, e acabou se tornando um espelho da juventude atual.
Independente de todas as críticas que o cercam, o fato de marcelo D2 ter criado um estilo de música próprio, misturando elementos da cultura brasileira e de ter superado todo o tipo de preconceito faz dele um herói.
Um outro exemplo de herói politicamente incorreto é Macunaíma, malandro, preguiçoso, mulherengo, e muito semelhante a maioria dos brasileiros!

Relação entre Zeca Pagodinho e Macunaíma.

Zeca Pagodinho, cantor e compositor, é um sujeito que conhecemos por ser 'malandro' e estar presente em várias polêmicas, ( como foi o caso da polêmica das cervejas ao um tempo atrás) por isso é muito parecido com o personagem Macunaíma, que tenta quase sempre dar uma de esperto e malandro para cima das outras pessoas. Apesar dessa 'mal' fama, Zeca Pagodinho é um dos maiores nomes do samba e pagode do nosso Brasil.

Samuel Etges Gepiak

Roberto de Assis Moreira


Eu poderia usar como exemplo no meu trabalho, qualquer membro da familia Assis Moreira, mas optei pelo Roberto, pois este vem a ser o culpado de quase tudo que o envolve.
Nossa história começa no fatídico ano de 1989, neste ano, surge a Copa do Brasil, competição que envolve times das series A e B do campeonato brasileiro de futebol. No dia 2 de setembro do fatídico ano, aconteceu a primeira final desta nova Copa, e obviamente o Grêmio, time copeiro que é, estava presente na final, que se realizaria contra o Sport Recife (foto). O Grêmio venceu aquele jogo por 2x1, e o herói da partida, pasmem, foi Roberto de Assis Moreira, que levou 60 mil torcedores a loucura, com o gol da vitória e do titulo. A passagem heróica de Assis pelo Grêmio termina aí.
No ano de 1997, o irmão de Roberto, Ronaldo de Assis Moreira, conhecido atualmente como Ronaldinho Gaúcho começa sua carreira nas categorias de base do Tricolor de Porto Alegre. O sucesso não demorou a aparecer, e logo chegou a hora de Ronaldo, como todo o bom jogador brasileiro ser vendido para a Europa e gerar lucros para o clube que o formou. Neste momento vem a "facada" do então procurador e empresario de Ronaldo, seu irmão Roberto. O Grêmio não tinha interesse em vender seu craque para um clube pequeno, que pagaria bem menos do que um time europeu, por isso recusou varias propostas, e até colocou uma faixa na frente do Olímpico, onde deixava claro que Ronaldo não estava a venda. Roberto concordou com a idéia de manter o irmão no clube gaúcho, até que ele se valorizasse mais, e o Grêmio pudesse ganhar mais com a sua venda, mas não foi isso que aconteceu. Assis fechou um contrato "por trás da cortina" com o Paris Saint German, time frances que pagou ao Grêmio uma quantia quase que insignificativa por um dos melhores jogadores que o mundo ja viu. Como se não bastasse, ano passado, Assis tirou seu filho Diego da escolinha de futebol do Grêmio e o matriculou na escola do Esporte Clube Internacional, dizendo que la ele teria um futuro melhor e mais promissor, minimizando a grandeza do clube em que foi criado.
Assim como Macunaíma, Assis foi um anti-heroi, adorado por uma torcida fanatica, e depois odiado pela mesma massa azul-branco-preto.
A conclusão desta história é que a ganancia pelo dinheiro, pode trazer muitos problemas, como por exemplo, o "ódio" de uma nação. FIM =]

Ítalo Vitcoscki Bevilaqua

Relação entre O Justiceiro e Macunaíma


Sabemos que Macunaíma é um herói cheio de defeitos, sem nenhum caráter, preguiçoso e que gosta muito de "brincar". Na história de O Justiceiro, esse anti-heroísmo pode ser verificado durante todos os momentos, mas principalmente na parte em que ele declara guerra aos traficantes que mataram sua família, perseguindo-os e assassinando-os.
Ricardo Gomes

domingo, 10 de maio de 2009

Relação entre Macunaíma e César (Caminho das Índias)


Macunaíma como já sabemos, é um herói sem nenhum caráter, que só pensa nele mesmo. Assim como Macunaíma, César, apesar de ser um advogado trabalhista, possui uma certa falta de caráter também, além de ser mulherengo. César aposta sempre no jeitinho brasileiro de se safar dos problemas. O tema musical de César ("Malandro é malandro, mané é mané") é a cara dele, que é malandro, mas também é mané, unindo muito suas características às de Macunaíma.
Pedro Augusto Lamana Barboza

Relação Macunaíma - Senador Renan Calheiros


Renan Calheiros é um dos inúmeros homens no nosso país, ocupando cargos públicos, eleitos e sustentados pelos brasileiros, sendo apoiados em todos os seus delitos, são eleitos, reeleitos, voltam nos braços do povo mesmo com comprovaçao de crimes hediondos, sérios.

Ele teria despesas pessoais pagas pelo lobista Cláudio Gontijo, da empreiteira Mendes Júnior. Os pagamentos teriam sido feitos para a jornalista Mônica Veloso, sua respectiva amante, com quem Calheiros tem uma filha. Coitada, recebia, míseros R$15.000,00.

"Em 7 de julho, a revista Veja levantou a acusação de que a empresa de bebidas Schincariol teria sido beneficiada por Calheiros, depois de comprar, por um valor acima do mercado, uma fábrica de bebidas do deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL), irmão do senador."

"A revista Época publicou, em 1º de setembro, reportagem em que o advogado Bruno Miranda Ribeiro Brito Lins, afilhado de casamento de Calheiros, diz que seu ex-sogro teria montado um esquema de arrecadação de recursos em ministérios chefiados por indicados do PMDB, entre eles a Previdência Social e a Saúde, e que ele próprio teria buscado sacolas de dinheiro para o parlamentar."

Ainda assim, diante de tantas acusações, existem pessoas dotadas de ignorância que acreditam que Calheiros, é um herói e sofre a mania de perseguição da imprensa burguesa.
Totalmente egocêntrico e sem caráter, se diz vítima e é aplaudido pelos ignorantes.



Bianca Fenner

Relação entre Hugo Chávez e Macunaíma.

Hugo Chávez que é o atual presidente da Venezuela. Foi eleito prometendo tirar a Venezuela da crise econômica porém, instalou um governo de ditadura onde pode se reeleger a presidente indefinidamente . Hugo Chávez no começo de seu mandato era considerado um herói pelo povo, mas depois viu-se que ele não tinha caráter.


Laura Gross

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Comparação de Anakin Skywalker e Macunaíma

Anakin Skywalker é um anti-herói da série star wars. No inicio da história ele se importa muito com as pessoas a sua volta, mas com o passar do tempo, ele se torna egoísta e egocêntrico, só pensando em si mesmo. Seus atos acabam matando muitos de seus amigos. Porém no final da história ele se arrepende e volta a ser o herói, um pouco antes de morrer.
Seu aspecto egoísta e sua falta de concideração com os demais se assemelha em muito com Macunaíma.

André Parcianello

Relação entre Macunaíma e Sylar.


Sylar é um cara egocêntrico, só pensa em si mesmo. Tendo um objetivo ele mata quem cruzar seu caminho, ou seja, não importa com as pessoas ao seu redor.
Um clássico anti-herói da série Heroes, do Universal Channel, que pode ser comparado a Macunaíma, que junto a ele não tem carater, e não leva em consideração as pessoas.

Otavio H. M. Alves

Capitão Jack Sparrow

Jack Sparrow, um dos personagens principais da até então trilogia "Piratas do Caribe" pode ser facilmente relacionado com a personagem Macunaíma por ser um típico anti-herói, um herói sem caráter. Jack demonstra ser um tanto egocêntrico e narcisista, espera ser o melhor às custas dos outros e nunca perde uma oportunidade de utilizar toda a malandragem aprendida na sua vida pirata, sempre cambaleando, mas sem deixar cair a famosa garrafa de rum, não trabalha e não tem uma família. Ainda assim é o ídolo de muitos, pois apesar da sua vida atrapalhada, sabemos que no fundo ele tem um bom coração e se é desse jeito, não é culpa dele, pois é a influência do meio que o obriga. No fim, acaba se revelando um bom amigo.


Por Andressa Marian da Silva

Relação entre Michael Corleone e Macunaíma




Michael Corleone, o personagem principal da trilogia The Godfather, é visto como um clássico exemplo de anti-herói e pode ser comparado com Macunaíma. Michael no começo da trilogia é um bom homem, com caráter, negando os negócios da família. Logo em seguida por causa de várias tragédias, se transforma em um homem rude, arrogante e que só pensa nos seus próprios negócios, matando quem interfira em seu caminho, assumindo de vez o sobrenome Corleone.
Macunaíma, um homem sem caráter e só pensa em seus próprios benefícios, pode ser comparado facilmente com esse personagem.

Juliane C. Ferreira

Relação entre Agostinho e Macunaíma



O personagem Agostinho de "A grande família" pode ser comparado com Macunaíma, uma vez que é muito preguiçoso para trabalhar, envolve-se em inúmeras confusões não por maldade, muitas vezes por se achar "esperto" ou por ser "ignorante". Dessa forma podemos afirmar que Macunaíma nao era um herói mau caráter, e sim um herói sem caráter, que não vê maldade nas coisas.

Ana Luisa M. Machado

terça-feira, 5 de maio de 2009

Relação entre Macunaíma e Charlie Harper



Charlie Harper ,um dos protagonistas da séria americana " Two and a half men" , é um exemplo claro de comparação entre Macunaíma. Na série Charlie é um homem mulherengo , sem caráter , sarcástico, além do mais é um bebedor e apostador compulsivo e que vive de ressaca. No romance de Mario de Andrade, Macunaíma é um sujeito que teve diversas relações com diferentes mulheres e que nunca mais sequer voltou a falar com elas , exatamente o que acontece com Charlie. Macunaíma pode ser facilmente comparado com Charlie , devido a falta de caráter de ambos.


Rafael Aita

Relação entre Homer e Macunaíma


O conhecido personagem de desenho animado Homer é um representante satírico do "Pai de família" note- americano. Suas características marcantes são: ignorância, irresponsabilidade e imaturidade, isto é, um péssimo marido , pai e também funcionário, já que vive dormindo no seu trabalho e cometendo inúmeros desastres, por isso está freqüentemente "encrencado". Além disso,ele adora comer rosquinhas quando está sentado no sofá, tomando cerveja assistindo à televisão, ou seja, é muito preguiçoso. Mas apesar disso, o Homer possui um bom coração e sempre consegue solucionar os problemas do seu jeito. Logo, ele possui várias semelhanças com Macunaíma : "O herói sem nenhum caráter". Os dois são muito preguiçosos, não fazem nada de produtivo, entretanto possuem um bom coração.
Êmily Portella

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Relação entre Macunaíma e Cazuza


Cazuza queria mesmo era aproveitar a vida em tudo que ela podia lhe dar. Noitadas intermináveis, muita birita, maconha em profusão, relacionamentos íntimos com diferentes parceiros (dos dois sexos) e tantos outros abusos do verdadeiro "exagerado" fazem parte de sua cinebiografia. E nem por todos esses motivos deixou de ser reconhecido como um grande 'herói' e admirado por muitas pessoas; Ele possuí uma relação muita próxima com Macunaíma, o personagem conhecido como ''herói'' sem caráter nenhum que adorava uma 'brincadeira'.


Mariane Takahama.

Relação entre Macunaíma e Hancock




O personagem Hancock, do filme que leva seu nome, é um super-herói completamente fora dos padrões, podendo ser considerado mais como um anti-herói. Enquanto a maioria dos super-heróis são politicamente corretos, agem de acordo com a lei e zelam pela proteção dos cidadãos, Hancock é mal-humorado, invocado, sarcástico e alcoólatra, que apesar das boas ações, acaba deixando um rastro de destruição por onde passa. Macunaíma e Hancock podem ser relacionados por serem heróis politicamente incorretos, pondo em dúvida o seu "heroísmo".

Gustavo Arrua Fantinel

Relação entre Macunaíma e Michael Jackson




"Erudito e popular, vanguardista e primitivo, cubista e folclórico, heróico e picaresco; rapsódia, romance, novela de cavalaria carnavalizada, romance de aprendizagem e fábula mítica; desmitificação do herói, mitificação do anti-herói; cômico e trágico, delirante e realista, nacionalista e crítico: todos esses elementos visam compor a síntese de um presumido modo de ser brasileiro – polimorfo, plurirracial, multicultural –, desconstroem e reconstroem nossa identidade étnica e cultural na busca do caráter nacional brasileiro".

Michael Jackson me mostra ser um homem sem caráter, primeiramente porque não honrou sua cor, pode parecer preconceito, mas o principal preconceito foi o dele, porque se tornar branco? Para fazer sucesso? Não sei o que se passou nos pensamentos dele na tal época, porém na minha opinião, ele se afunda em seu próprio poço a cada ano que passa, pedofilia é um ato covarde o qual ele ajuda a 'construir', pode ele ser um ícone mundial, ou orgulho de algum grupo, não o meu.

Assim como Macunaíma, Michael "troca" de cor, é um rapaz sem caráter, mulherengo (?), popular, etc. E comparando esses com o povo brasileiro, penso que muitos preferem se submeter e se esconder, sendo outra pessoa do que ter um caráter próprio para conseguir o que quer.


Samantha Spall


O jogador Tinga, é um exemplo que pode ser comparado ao personagem de Macunaíma. Tinga atuou no Grêmio e no Internacional, equipes de grande rivalidade no Estado do RS. Tinga foi considerado herói no Grêmio, após grande atuação na final da Copa do Brasil de 2001, caindo nos braços da torcida. Após isso, transferiu-se para o Internacional, onde deu declarações infelizes dizendo que era colorado desde criança e que amava seu novo clube.
Por isso, Tinga pode ser comparado ao personagem Macunaíma, o herói sem caráter, de Mário de Andrade, pois era herói de um time e começou a falar mal do mesmo.
Matheus Dellaméa Baldissera

domingo, 12 de abril de 2009

Lima Barreto

O crítico marginal;
Incorporação de fatos ocorridos no governo de Floriano Peixoto.
Denúncia da burocracia, racismo e preconceitos sociais, em "Triste fim de Policarpo Quaresma";
A paixão pelo Rio de Janeiro, seus subúrbios, sua gente pobre e suas tramas humilde;
Critica a classe média que busca a ascensão social e a classe alta pelo vazio intelectual e a ganância.

Euclides da Cunha

- Testemunha ocular, correspondente de guerra
- Reuniu material para, durante cinco anos, elaborar sua obra-prima. Os Sertões trata da Guerra de Canudos em 1897, no nordeste da Bahia; Narrativa documental da guerra de Canudos
na Bahia; Tentativa de rever a versão oficial da guerra;
- Denúncia dos problemas sociais do nordeste; Obra que serve de fonte histórica, sociológica, geográfica, literária e etnográfica; Apresenta a figura de Antônio Conselheiro;

Dividida em três partes: A terra, O homem e A luta


A terra

- Analisa as características geológicas, botânicas, zoológicas e hidrográficas da região, enfatizando o local da guerra;

Preliminares

"O Planalto Central do Brasil desce, nos litorais do Sul, em escarpas inteiriças, altas e abruptas. Assoberba os mares; e desata‑se em chapadões nivelados pelos visos das cordilheiras marítimas, distendidas do Rio Grande a Minas. Mas ao derivar para as terras setentrionais diminui gradualmente de altitude, ao mesmo tempo que descamba para a costa oriental em andares, ou repetidos socalcos, que o despem da primitiva grandeza afastando‑o consideravelmente para o interior."

O homem
Descreve os costumes, a religiosidade, características físicas e psicológicas do sertanejo.

O sertanejo

"O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral.A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta‑lhe a plástica impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das organizações atléticas.É desgracioso, desengonçado, torto. Hércules‑Quasímodo, reflete no aspecto a fealdade típica dos fracos. O andar sem firmeza, sem aprumo, quase gingante e sinuoso, aparenta a translação de membros desarticulados. Agrava‑o a postura normalmente abatida, num manifestar de displicência que lhe dá um caráter de humildade deprimente."
A luta

Narra os fatos ocorridos nas quatro expedições enviadas ao arraial liderado por Antônio Conselheiro.
É a narrativa propriamente dita dos conflitos entre jagunços sediados em Canudos e as tropas militares do governo republicano.
O livro termina com a derrota dos jagunços e a morte de Antônio Conselheiro.
Canudos não se rendeu

"Fechemos este livro.Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a história, resistiu até ao esgotamento completo. Expugnado palmo a palmo, na precisão integral do termo, caiu no dia 5, ao entardecer, quando caíram os seus últimos defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente 5 mil soldados."

segunda-feira, 9 de março de 2009

A Idéia

De onde ela vem?! De que matéria bruta
Vem essa luz que sobre as nebulosas
Cal de incógnitas criptas misteriosas
Como as estalactites duma gruta?

Vem da psicogenética e alta luta
Do feixe de moléculas nervosas,
Que, em desintegrações maravilhosas,
Delibera, e depois, quer e executa!

Vem do encéfalo absconso que a constringe,
Chega em seguida às cordas da laringe,
Tísica, tênue, mínima, raquítica...

Quebra a força centrípeta que a amarra,
Mas, de repente, e quase morta, esbarra
No molambo da língua paralítica!

Na poesia acima o Eu lírico demonstra certa dúvida de onde as idéias surgem. Ele compara-as às forças do mal e ao abstrato. Cita que as idéias são frutos do inexistente e da desintegração ("Do feixe de moléculas nervosas que em desintegrações maravilhosas delibera, e depois quer e executa"). Dessa mesma forma, dá-se a entender que nem sempre as idéias são analisadas e/ou refletidas antes de pô-las em prática.

Ricardo Gomes

A louca - Augusto dos Anjos

A louca

Quando ela passa: - a veste desgrenhada,
O cabelo revolto em desalinho,
No seu olhar feroz eu adivinho
O mistério da dor que a traz penada.

Moça, tão moça e já desventurada;
Da desdita ferida pelo espinho,
Vai morta em vida assim pelo caminho,
No sudário de mágoa sepultada.

Eu sei a sua história. - Em seu passado
Houve um drama d’amor misterioso
- O segredo d’um peito torturado -
E hoje, para guardar a mágoa oculta,
Canta, soluça - coração saudoso,
Chora, gargalha, a desgraçada estulta.

Interpretação:
O poema fala sobre uma moça que sofrera por um amor que não deu certo e acabou se tornando uma mágoa profunda como lembrança, e por fim tal sentimento a deixou tão abalada que ela começou a ter problemas psicológicos, mentais, sendo então chamada por outros de louca.

Lillian R. Machado

Psicologia de um vencido

Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e retilância,
Sofro,desde a epigênesis da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.

Profundissimamente hipocondríaco,
Este ambiente me causa repugnância...
Sobe-se à boca uma ânsia análoga a ânsia
Que se escapa da boca um cardíaco.

Já o verme- este operário das reúnas
Que o sangue podre das carnificinas
Come, a á vida em geral declara guerra,

Anda a espreitar meus olhos para roê-los,
E há-de deixar-me apenas os cabelos,
Na frialdade inorgânoca da terra!


Interpretação
A linguagem usada por Augusto dos Anjos é bem diferente das linguagens
existentes nos outros poetas.
Ele usa palavras anti-poéticas como o carbono, amoníaco, epigênesis hipocondríaco
verme...Todas as palavras usadas por ele provém da ciência Química.
O eu-lírico encara a vida e a si mesmo de uma maneira pessimista negativa,
pois para ele o homem é matéria química e acredita que tudo caminha para destruição.
A morte que é enfocada nas duas ultimas estrofes é considerada o destino final e
fatal, pois representa pela imagem do verme a comer"sangue podre".


Jéssica Trevisan Raymundo

Vandalismo - Augusto dos Anjos

Vandalismo


"Meu coração tem catedrais imensas,
Templos de priscas e longínquas datas,
Onde um nume de amor, em serenatas,
Canta a aleluia virginal das crenças.


Na ogiva fúlgida e nas colunatas
Vertem lustrais irradiações intensas
Cintilações de lâmpadas suspensas
E as ametistas e os florões e as pratas.


Como os velhos Templários medievais
Entrei um dia nessas catedrais
E nesses templos claros e risonhos ...

E erguendo os gládios e brandindo as hastas,
No desespero dos iconoclastas
Quebrei a imagem dos meus próprios sonhos! "



Interpretação, por Andressa Marian da Silva:

O eu- lírico relata o auto-descobrimento.
Descreve como antes era puro e intocado, até o momento em que resolve explorar os cantos desconhecidos do seu coração.
Ao chegar a esse interior, ele descobre que toda a beleza que nele permanecia não pode mais continuar intacta, pois agora ela dará lugar a outros sentimentos não tão belos e não tão inocentes, conforme ele tem de encarar a realidade.
Ele tem que destruir os sentimentos bons que são a fraqueza do ser humano, ao invadir o seu próprio coração, dando nome assim, à poesia: Vandalismo.

domingo, 8 de março de 2009

A Minha Estrela

E eu disse - Vai-te, estrela do Passado!
Esconde-te no Azul da Imensidade,
Lá onde nunca chegue esta saudade,
- A sombra deste afeto estiolado.

Disse, e a estrela foi p’ra o Céu subindo,
Minh’alma que de longe a acompanhava,
Viu o adeus que do Céu ela enviava,
E quando ela no Azul foi-se sumindo

Surgia a Aurora - a mágica princesa!
E eu vi o Sol do Céu iluminando
A Catedral da Grande Natureza.

Mas a noute chegou, triste, com ela
Negras sombras também foram chegando,
E nunca mais eu vi a minha estrela!

O autor, refere-se à estrela do passado como seu irmão, que por ventura se foi. E com ela, foi-se junto a alma do próprio autor, dando aquele adeus entre o céu azul. Num modo fantasioso, ele descreve o adeus dado a ele próprio. E logo mais chegando ao fim do poema, ele mostra que realmente o irmão morto, não se é mais visto. E quando a noite chega, a estrela dele, não aparece novamente.


André F. Parcianello

SAUDADE

Hoje que a mágoa me apunhala o seio,
E o coração me rasga atroz, imensa,
Eu a bendigo da descrença em meio,
Porque eu hoje só vivo da descrença.

À noite quando em funda soledade
Minh'alma se recolhe tristemente,
Pra iluminar-me a alma descontente,
Se acende o círio triste da Saudade.

E assim afeito às mágoas e ao tormento,
E à dor e ao sofrimento eterno afeito,
Para dar vida à dor e ao sofrimento,

Da saudade na campa enegrecida
Guardo a lembrança que me sangra o peito,
Mas que no entanto me alimenta a vida.


Interpretação: Com esse poema Augusto dos Anjos consegue demonstrar com palavras sentimentos que só quem já sofreu por saudade consegue entender. Porém acredito que o diferencial desta poesia, (e particularmente o detalhe que me chamou mais a atenção) é o fato de ela terminar afirmando que se sentimos a saudade é porque temos algo ou alguém que nos motive a sentir isso, e são essas lembranças boas que acabam nos fazendo não só superar os sentimentos ruins, como também nos dando motivo para viver!

Bibiana Ramos

Vozes da Morte

"Agora, sim! Vamos morrer, reunidos,
Tamarindo de minha desventura,
Tu, com o envelhecimento da nervura,
Eu, com o envelhecimento dos tecidos!

Ah! Esta noite é a noite dos Vencidos!
E a podridão, meu velho! E essa futura
Ultrafatalidade de ossatura,
A que nos acharemos reduzidos!

Não morrerão, porém, tuas sementes!
E assim, para o Futuro, em diferentes
Florestas, vales, selvas, glebas, trilhos,

Na multiplicidade dos teus ramos,
Pelo muito que em vida nos amamos,
Depois da morte, inda teremos filhos!"



Interpretação:
O poema possui como tema principal a morte, e nele é utilizado alguns termos como: "Ultrafatalidade de ossatura",
"podridão", "envelhecimento dos tecidos", que são considerados termos anti-poéticos, muito utilizados por Augusto dos Anjos. Nas duas primeiras estrofes, o poema ganha características mais pessimistas, falando mais sobre a morte, como é mostrado nos fragmentos:
"
Agora, sim! Vamos morrer, reunidos"
e
"
E a podridão, meu velho! E essa futura
Ultrafatalidade de ossatura,
A que nos acharemos reduzidos!
"
E nas duas últimas estrofes do poema, a morte é deixada um pouco de lado para mostrar as coisas que hão de vir após ela, como pode ser observado nos fragmentos a seguir:
"Não morrerão, porém, tuas sementes!"
e
"Depois da morte, inda teremos filhos!"

Pedro Augusto Lamana Barboza

Nimbos

Nimbos de bronze que empanais escuros
O santuário azul da Natureza,
Quando vos vejo, negros palinuros
Da tempestade negra e da tristeza,


Abismados na bruma enegrecida,
Julgo ver nos reflexos de minh’alma
As mesmas nuvens deslizando em calma,
Os nimbos das procelas desta vida;


Mas quando o céu é límpido, sem bruma
Que a transparência tolde, sem nenhuma
Nuvem sequer, então, num mar de esp’rança,


Que o céu reflete, a vida é qual risonho
Batel, e a alma é a Flâmula do sonho,
Que o guia e o leva ao porto da bonança.

Nesta poesia, as características de pessimismo e de uma linguagem " vulgar "
podem ser abservadas, o eu poético fala sobre a diferença entre as tempestades e os céus limpos, na qual o primeiro trás tristeza, desgraça, maldade e enquanto isso, o segundo mostra esperanças, sonhos e alegrias

Samuel Etges Gepiak ;P

sexta-feira, 6 de março de 2009

APÓSTROFE À CARNE

APÓSTROFE À CARNE

Quando eu pego nas carnes do meu rosto
Pressinto o fim da orgânica batalha:
- Olhos que o húmus necrófago estraçalha,
Diafragmas, decompondo-se, ao sol posto...

E o Homem - negro e heteróclito composto,
Onde a alva flama psíquica trabalha.
Desagrega-se e deixa na mortalha
O tato, a vista, o ouvido, o olfato e o gosto!

Carne, feixe de mônadas bastardas.
Conquanto em flâmeo fogo efêmero ardas,
A dardejar relampejantes brilhos.

Dói-me ver, muito embora a alma te acenda,
Em tua podridão a herança horrenda,
Que eu tenho de deixar para os meus filhos!


Neste poema, o autor apresenta o que há de mais nojento, podre, e pessimista, contando versos que vão desde a decomposição da matéria até a visão filosófica e ao mesmo tempo trágica da vida.
"Em tua podridão a herança horrenda,
Que eu tenho de deixar para os meus filhos!"

Rafael Carlesso Aita

terça-feira, 3 de março de 2009

A Obsessão do Sangue

Acordou, vendo sangue... Horrível! O osso
Frontal em fogo... Ia talvez morrer,
Disse. Olhou-se no espelho. Era tão moço,
Ah! Certamente não podia ser!

Levantou-se. E, eis que viu, antes do almoço,
Na mão dos açougueiros, a escorrer
Fita rubra de sangue muito grosso,
A carne que ele havia de comer!

No inferno da visão alucinada,
Viu montanhas de sangue enchendo a estrada,
Viu vísceras vermelhas pelo chão...

E amou, com um berro bárbaro de gozo,
O monocromatismo monstruoso
Daquela universal vermelhidão!

Augusto dos Anjos

Nesta poesia de Augusto dos Anjos, o eu-lírico relata a história de um jovem que, ao acordar vê sangue e acredita que está para morrer. Logo depois, num momento de desvaneio, tem uma alucinação onde vê montanhas de sangue e vísceras vermelhas espalhadas pelo chão, e surpreendentemente ama aquele monocromatismo monstruoso.
A poesia apresenta várias características presentes na obra do "poeta do mal gosto", tais como: toques de subjetivismo, uso de termos antipoéticos (montanhas de sangue, vísceras vermelhas...) e características de poesia gótica (amar a cor vermelha de sangue e vísceras).

Gustavo Arrua Fantinel

Guerra

Guerra é esforço, é inquietude, é ânsia, é transporte... E a dramatização sangrenta e duraVir Deus num simples grão de argila errante, Da avidez com que o Espírito procura É a Subconsciência que se transfiguraEm volição conflagradora... E a coorteDas raças todas, que se entrega à mortePara a felicidade da Criatura! É a obsessão de ver sangue, é o instinto horrendo De subir, na ordem cósmica, descendo A irracionalidade primitiva... É a Natureza que, no seu arcano,Precisa de encharcar-se em sangue humano Para mostrar aos homens que está viva!


Nessa poesia, Augusto dos Anjos, descreve e relata o significa da guerra e o que ela representa, todos os esforços dos humanos em uma batalha sangranta, onde existe sofrimento e dor, pessoas lutando por uma causa, por um espírito, buscando um Deus. O desejo humano de ver o sofrimento, morte e dor para mostrar seu poder. Augusto ainda fala dos homens que podem ter tanto poder, na hora da guerra serem tão primitivos e derramarem tanto sangue.

Juliane Ferreira.

Versos d’um exilado

Eu vou partir. Na límpida corrente
Rasga o batel o leito d’água fina
- Albatroz deslizando mansamente
Como se fosse vaporosa Ondina.
Exilado de ti, oh! Pátria! Ausente
Irei cantar a mágoa peregrina
Como canta o pastor a matutina
Trova d’amor, à luz do sol nascente!

Não mais virei talvez e, lá sozinho,
Hei de lembrar-me do meu pátrio ninho,
D’onde levo comigo a nostalgia
E esta lembrança que hoje me quebranta
E que eu levo hoje como a imagem santa
Dos sonhos todos que já tive um dia!
Augusto dos Anjos
Interpretação:

O autor refere-se ao sentimento de exílio, isto é, um afastamento de sua amada terra. No decorrer do poema, ele lembra-se das belezas da pátria, e acompanhado a isso, ressalta a questão da saudade e da mágoa de não estar em seu “pátrio ninho”, e também dos sonhos ou projetos que realizou ou deixou de realizar.
Êmily de Amarante Portella

Eterna Mágoa

O homem por sobre quem caiu a praga
Da tristeza do Mundo, o homem que é triste
Para todos os séculos existe
E nunca mais o seu pesar se apaga!

Não crê em nada, pois, nada há que traga
Consolo à Mágoa, a que só ele assiste.
Quer resistir, e quanto mais resiste
Mais se lhe aumenta e se lhe afunda a chaga.

Sabe que sofre, mas o que não sabe
É que essa mágoa infinda assim, não cabe
Na sua vida, é que essa mágoa infinda

Transpõe a vida do seu corpo inerme;
E quando esse homem se transforma em verme
É essa mágoa que o acompanha ainda!

Augusto dos Anjos

O poema eterna mágoa no meu ponto de vista tenta passar para os leitores a idéia de que essa tristeza que o acompanha é imortal, na sua vida ele sempre vai ter junto à ele a mágoa dessa tal praga e por mais que ele tente escapar dela, ele só vai conseguir carregá-la junto de um modo que só aumentará a sua dor.

Mariane Takahama.

segunda-feira, 2 de março de 2009

À MESA

"Cedo à sofreguidão do estômago. É a hora
De comer. Coisa hedionda! Corro. E agora,
Antegozando a ensangüentada presa,
Rodeado pelas moscas repugnantes,
Para comer meus próprios semelhantes
Eis-me sentado à mesa!

Como porções de carne morta... Ai! Como
Os que, como eu, têm carne, com este assomo
Que a espécie humana em comer carne tem!...
Como! E pois que a Razão me não reprime,
Possa a terra vingar-se do meu crime
Comendo-me também."

Augusto dos Anjos

No meu ponto de vista, esta poesia de Augusto dos Anjos mostra que a vida é uma luta constante entre as pessoas no mundo em que vivemos, onde essas são capazes de 'comerem' seus proprios semelhantes, se for preciso, como ele mostra nos seguintes versos: "Para comer meus próprios semelhantes", "Eis-me sentado à mesa!".

Caroline Pivetta Maia

A meu pai doente.

A meu Pai doente

Para onde fores, Pai, para onde fores,
Irei também, trilhando as mesmas ruas...
Tu, para amenizar as dores tuas,
Eu, para amenizar as minhas dores!

Que cousa triste! O campo tão sem flores,
E eu tão sem crença e as árvores tão nuas
E tu, gemendo, e o horror de nossas duas
Mágoas crescendo e se fazendo horrores!

Magoaram-te, meu Pai?! Que mão sombria,
Indiferente aos mil tormentos teus
De assim magoar-te sem pesar havia?!

— Seria a mão de Deus?! Mas Deus enfim
É bom, é justo, e sendo justo, Deus,
Deus não havia de magoar-te assim!

Augusto dos Anjos


Como podemos ver, neste poema, Augusto dos Anjos demonstra angústia perante a doença do pai e descrença quanto a sua recuperação. Ele parece inconformado, e querendo saber quem foi o causador dos males do pai. Na primeira estrofe, ele deseja, sentir a mesma dor que o pai sente, como se isso pudesse amenizar a dor que ele sente, e ao mesmo tempo cura-lo.

Laura Gross

Sofredora - Augusto dos Anjos

SOFREDORA

Cobre-lhe a fria palidez do rosto
O sendal da tristeza que a desola;
Chora - o orvalho do pranto lhe perola
As faces maceradas de desgosto.

Quando o rosário de seu pranto rola,
Das brancas rosas do seu triste rosto
Que rolam murchas como um sol já posto
Um perfume de lágrimas se evola.

Tenta às vezes, porém, nervosa e louca
Esquecer por momento a mágoa intensa
Arrancando um sorriso á flor da boca.

Mas volta logo um negro desconforto,
Bela na Dor, sublime na Descrença,
Como Jesus a soluçar no Horto.


As caracaterísticas de Augusto dos Anjos, dentro do poema são o pessimismo e a angústia, quando fala que a mulher passa quase que sempre triste, não sei qual o motivo, mas que às vezes se esforça pra tentar dar um sorriso que não dura muito tempo e logo volta a tristeza e solidão.

Henrique Da Cas

A minha estrela

A meu irmão Aprígio A.


E eu disse - Vai-te, estrela do Passado!
Esconde-te no Azul da Imensidade,
Lá onde nunca chegue esta saudade,
- A sombra deste afeto estiolado.

Disse, e a estrela foi p’ra o Céu subindo,
Minh’alma que de longe a acompanhava,
Viu o adeus que do Céu ela enviava,
E quando ela no Azul foi-se sumindo

Surgia a Aurora - a mágica princesa!
E eu vi o Sol do Céu iluminando
A Catedral da Grande Natureza.

Mas a noute chegou, triste, com ela
Negras sombras também foram chegando,
E nunca mais eu vi a minha estrela!



A poesia minha estrela aborda a temática morte mas de uma maneira diferente,pois fala da saudade e da tristeza
que a morte de alguém querido causa em todas as pessoas, ela também fala que nós não devemos nos deixar levar
pela tristeza pois as pessoas que já se foram são "estrelas do passado" e devem apenas ficar em nossa lembrança.
Esse tipo de poesia não mostra muito das caracteristicas de Augusto dos Anjos
pois ele é conhecido por usar termos ápoeticos,e como podemos perceber o poema
consiste em uma homenagem do poeta ao seu falecido irmão Aprígio A e por isso ele não utiliza nehum
termo desse gênero.



Leticia Flôres

Nome Maldito

Das trombetas proféticas o alarde
Falou-lhe, por seus onze augúrios certos:
"É maldito o teu nome! E aos céus abertos,
Não há divina proteção que o guarde!"

Dúvidas cruéis! Momentos cruéis! Incertos
E cruéis momentos! Ânsias cruéis! E, à tarde,
Saiu aos tombos, como um cão covarde,
A percorrer desertos e desertos...

E, assombrado, com medo do Infinito,
Por toda a parte, onde, aos tropeços, ia,
Por toda a parte viu seu nome escrito!

Vieram-lhe as ânsias. Teve sede e fome...
E foi assim que ele morreu um dia
Amaldiçoado pelo próprio nome!

- Augusto dos Anjos

Essa poesia retrata uma pessoa que é perseguida ou tem mania de perseguição, pois onde vai vê o seu nome, acha que seu nome é maldito. Essa pessoa tenta fugir do seu nome, fugir das perseguições do dia-a-dia, mas não consegue e acaba se matando, por não comer.

Otavio H. M. Alves

DEBAIXO DO TAMARINDO

No tempo de meu Pai, sob estes galhos,
Como uma vela fúnebre de cera,
Chorei bilhões de vezes com a canseira
De inexorabilíssimos trabalhos.

Hoje, esta árvore, de amplos agasalhos,
Guarda, como uma caixa derradeira,
O passado da Flora Brasileira
E a paleontologia dos Carvalhos!

Quando pararem todos os relógios
De minha vida, e a voz dos necrológios
Gritar nos noticiários que eu morri,

Voltando à pátria da homogeneidade,
Abraçada com a própria Eternidade
A minha sombra há de ficar aqui!
(Augusto dos Anjos)

Pode-se dizer que essa poesia retrata o passar das gerações juntamente com a valorização e/ou evolução da Pátria, e por mais que houver diferenças dos "tempos de piá" aos tempos considerados atuais perante o tempo da poesia, ele irá de morrer aqui por mais que esteja em qualquer lugar, sua alma é patriota. Valorizando explicitamente a Pátria na 2ª estrofe, citando que em árvores e galhos velhos há de ter muitas "histórias", como um eterno diário dos anos que se passara.

Samantha Spall

O Canto dos Presos

Troa, a alardear bárbaros sons abtrusos,
O epitalâmio da Suprema Falta,
Entoado asperamente, em voz muito alta,
Pela promiscuidade dos reclusos!

No wagnerismo desses sons confusos,
Em que o Mal se engrandece e o Ódio se exalta,
Uiva, à luz de fantástica ribalta,
A ignomínia de todos os abusos!

É a prosódia do cárcere, é a partênea
Aterradoramente heterogênea
Dos grandes transviamentos subjetivos...

E a saudade dos erros satisfeitos,
Que, não cabendo mais dentro dos peitos,
Se escapa pela boca dos cativos!



O poema trata da tristeza da prisão, da humilhação e dos abusos sofridos. O canto, no qual o título se refere, seria quando não dava mais para suportar, " Que, não cabendo mais dentro dos peitos, se escapa pela boca dos cativos", expresso na ultima estrofe.

Matheus Dellaméa Baldissera :)

Mágoas - Augusto dos Anjos

Mágoas

Quando nasci, num mês de tantas flores,
Todas murcharam, tristes, langorosas,
Tristes fanaram redolentes rosas,
Morreram todas, todas sem olores.


Mais tarde da existência nos verdores
Da infância nunca tive as venturosas
Alegrias que passam bonançosas,
Oh! Minha infância nunca teve flores!


Volvendo à quadra azul da mocidade,
Minh’alma levo aflita à Eternidade,
Quando a morte matar meus dissabores.


Cansado de chorar pelas estradas,
Exausto de pisar mágoas pisadas,
Hoje eu carrego a cruz das minhas dores!



Essa poesia retrata perfeitamente todas as características que Augusto dos Anjos possuía no escrever de suas poesias. No verso, "Oh! Minha infância nunca teve flores!" ele mostra o pessimismo diante da vida. Já no verso, "Minh’alma levo aflita à Eternidade" ele coloca a angústia vivenciada. Ao final, conclui-se que em sua vida, só existiu sofrimento, tem razão os que concordam que Augusto dos Anjos era realmente, o "Poeta do mau gosto."

Bianca Fenner

O DEUS-VERME

Fator universal do transformismo.

Filho da teleológica matéria,

Na superabundância ou na miséria,

Verme - é o seu nome obscuro de batismo.


Jamais emprega o acérrimo exorcismo

Em sua diária ocupação funérea,

E vive em contubérnio com a bactéria,

Livre das roupas do antropomorfismo.


Almoça a podridão das drupas agras,

Janta hidrôpicos, rói vísceras magras

E dos defuntos novos incha a mão...


Ah! Para ele é que a carne podre fica,

E no inventário da matéria rica

Cabe aos seus filhos a maior porção!



Nesta poesia, podemos encontrar várias das características do poeta Augusto dos Anjos, como por exemplo, a comparação de Deus com um verme, a fixação pela morte (Em sua diária ocupação funérea), o pessimismo e a angústia (Na superabundância ou na miséria), uso de termos anti-poéticos (Verme - é o seu nome obscuro de batismo) (Ah! Para ele é que a carne podre fica).

Assim, Augusto tenta comparar Deus com um verme, ao passo que responsabiliza ambos, pela absorvição terrena da carne. Comparar Deus com um verme? Não é a toa que ele era considerado o "Poeta de Mal Gosto".



Ítalo Bevilaqua