segunda-feira, 13 de julho de 2009

Operário em Construção

Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.


Neste fragmento, o poeta Vinícius de Moraes apresenta-nos um contraste entre o operário da construção e seu chefe, expondo principalmente suas diferenças financeiras que são representadas pelas suas roupas, com o que se alimentam. Apresenta, portanto, uma crítica forte às diferenças sociais presentes na sociedade.

Gustavo Arrua Fantinel.

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