segunda-feira, 2 de março de 2009

DEBAIXO DO TAMARINDO

No tempo de meu Pai, sob estes galhos,
Como uma vela fúnebre de cera,
Chorei bilhões de vezes com a canseira
De inexorabilíssimos trabalhos.

Hoje, esta árvore, de amplos agasalhos,
Guarda, como uma caixa derradeira,
O passado da Flora Brasileira
E a paleontologia dos Carvalhos!

Quando pararem todos os relógios
De minha vida, e a voz dos necrológios
Gritar nos noticiários que eu morri,

Voltando à pátria da homogeneidade,
Abraçada com a própria Eternidade
A minha sombra há de ficar aqui!
(Augusto dos Anjos)

Pode-se dizer que essa poesia retrata o passar das gerações juntamente com a valorização e/ou evolução da Pátria, e por mais que houver diferenças dos "tempos de piá" aos tempos considerados atuais perante o tempo da poesia, ele irá de morrer aqui por mais que esteja em qualquer lugar, sua alma é patriota. Valorizando explicitamente a Pátria na 2ª estrofe, citando que em árvores e galhos velhos há de ter muitas "histórias", como um eterno diário dos anos que se passara.

Samantha Spall

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