Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e retilância,
Sofro,desde a epigênesis da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.
Profundissimamente hipocondríaco,
Este ambiente me causa repugnância...
Sobe-se à boca uma ânsia análoga a ânsia
Que se escapa da boca um cardíaco.
Já o verme- este operário das reúnas
Que o sangue podre das carnificinas
Come, a á vida em geral declara guerra,
Anda a espreitar meus olhos para roê-los,
E há-de deixar-me apenas os cabelos,
Na frialdade inorgânoca da terra!
Interpretação
A linguagem usada por Augusto dos Anjos é bem diferente das linguagens
existentes nos outros poetas.
Ele usa palavras anti-poéticas como o carbono, amoníaco, epigênesis hipocondríaco
verme...Todas as palavras usadas por ele provém da ciência Química.
O eu-lírico encara a vida e a si mesmo de uma maneira pessimista negativa,
pois para ele o homem é matéria química e acredita que tudo caminha para destruição.
A morte que é enfocada nas duas ultimas estrofes é considerada o destino final e
fatal, pois representa pela imagem do verme a comer"sangue podre".
Jéssica Trevisan Raymundo
segunda-feira, 9 de março de 2009
Psicologia de um vencido
Digitado por Turma 301 às 16:38
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