Vandalismo
"Meu coração tem catedrais imensas,
Templos de priscas e longínquas datas,
Onde um nume de amor, em serenatas,
Canta a aleluia virginal das crenças.
Na ogiva fúlgida e nas colunatas
Vertem lustrais irradiações intensas
Cintilações de lâmpadas suspensas
E as ametistas e os florões e as pratas.
Como os velhos Templários medievais
Entrei um dia nessas catedrais
E nesses templos claros e risonhos ...
No desespero dos iconoclastas
Quebrei a imagem dos meus próprios sonhos! "
Interpretação, por Andressa Marian da Silva:
O eu- lírico relata o auto-descobrimento.
Descreve como antes era puro e intocado, até o momento em que resolve explorar os cantos desconhecidos do seu coração.
Ao chegar a esse interior, ele descobre que toda a beleza que nele permanecia não pode mais continuar intacta, pois agora ela dará lugar a outros sentimentos não tão belos e não tão inocentes, conforme ele tem de encarar a realidade.
Ele tem que destruir os sentimentos bons que são a fraqueza do ser humano, ao invadir o seu próprio coração, dando nome assim, à poesia: Vandalismo.
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