Troa, a alardear bárbaros sons abtrusos,
O epitalâmio da Suprema Falta,
Entoado asperamente, em voz muito alta,
Pela promiscuidade dos reclusos!
No wagnerismo desses sons confusos,
Em que o Mal se engrandece e o Ódio se exalta,
Uiva, à luz de fantástica ribalta,
A ignomínia de todos os abusos!
É a prosódia do cárcere, é a partênea
Aterradoramente heterogênea
Dos grandes transviamentos subjetivos...
E a saudade dos erros satisfeitos,
Que, não cabendo mais dentro dos peitos,
Se escapa pela boca dos cativos!
O poema trata da tristeza da prisão, da humilhação e dos abusos sofridos. O canto, no qual o título se refere, seria quando não dava mais para suportar, " Que, não cabendo mais dentro dos peitos, se escapa pela boca dos cativos", expresso na ultima estrofe.
Matheus Dellaméa Baldissera :)
segunda-feira, 2 de março de 2009
O Canto dos Presos
Digitado por Turma 301 às 19:58
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