segunda-feira, 2 de março de 2009

À MESA

"Cedo à sofreguidão do estômago. É a hora
De comer. Coisa hedionda! Corro. E agora,
Antegozando a ensangüentada presa,
Rodeado pelas moscas repugnantes,
Para comer meus próprios semelhantes
Eis-me sentado à mesa!

Como porções de carne morta... Ai! Como
Os que, como eu, têm carne, com este assomo
Que a espécie humana em comer carne tem!...
Como! E pois que a Razão me não reprime,
Possa a terra vingar-se do meu crime
Comendo-me também."

Augusto dos Anjos

No meu ponto de vista, esta poesia de Augusto dos Anjos mostra que a vida é uma luta constante entre as pessoas no mundo em que vivemos, onde essas são capazes de 'comerem' seus proprios semelhantes, se for preciso, como ele mostra nos seguintes versos: "Para comer meus próprios semelhantes", "Eis-me sentado à mesa!".

Caroline Pivetta Maia

0 comentários: